O que cabe neste livro?

Ainda nada? de Christian Voltz, Kalandraka

Eis que o Ainda nada? volta a ser reeditado pela Kalandraka. Para mim foi uma longa espera… Ofereci o meu, que me acompanhava desde o tempo em que trabalhava como educadora de infância. Quando quis voltar a comprá-lo deparei-me com uma espera de mais de dois anos. Uma espera que valeu muito a pena. Este livro tinha de voltar a estar na minha biblioteca de livros ilustrados. Mais uma vez, o Ainda nada? ensinou-me a estar à espera.

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Por uma Educação Antirracista

Após o assassinato de George Floyd seguiram-se várias manifestações antirracismo por todo o mundo. Há dias chegou a vez da revolta ser marcada nas estátuas. Em Portugal, da vandalização da estátua do Padre António Vieira, muito se disse, pensou, escreveu. Também pela minha cabeça se passaram vários pensamentos e ideias. No entanto, esta e outras questões só ficarão bem resolvidas dentro de todos nós quando encararmos um dos nossos problemas de raiz: o sistema educativo.

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Pandemias

Estive cerca de dois meses e meio em isolamento social tal como muitas outras pessoas por esse mundo fora. Ao longo deste tempo tive oportunidade para refletir sobre várias questões. A Terra continua a girar e não é por estarmos num modo de vida diferente devido ao Covid-19 que todos os problemas que tínhamos antes ficaram resolvidos. A estes juntaram-se outros. Vou então nomear aqui algumas das “pandemias” que me têm andado a perturbar os pensamentos.

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O que cabe neste livro?

O Jaime é uma sereia de Jessica Love, Fábula

Para celebrar o Dia da Criança venho-vos falar desde livro, uma das minhas aquisições durante o Estado de Emergência. É fácil compreender porque é que O Jaime é uma sereia ganhou a categoria de Opera Prima. Eis uma história de amor incondicional ilustrado poeticamente. Quando folheei este livro pela primeira vez senti-me completamente absorvida… a sensação mantém-se por muitas vezes que o faça.

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O que cabe neste livro?

Big Bang Boom! – Da criação do Universo à origem da Vida, de Margarida Botelho (texto e ilustração) e Mário Rainha Campos (fotografia), Edição de Autor

O novo livro de Margarida Botelho em colaboração com Mário Rainha Campos é uma compilação do resultado de quatro anos de oficinas com pais e bebés.

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Nos Museus fazem-se perguntas?

Os museus reabriram. Acho que é devido à sua reabertura que tenho pensado bastante na ideia de museu enquanto forum: um espaço onde se discute, onde se argumentam pontos de vista, onde se questiona a História. Faz falta haver mais espaço de debate nos museus. E faz falta questionar a História. Vivemos mergulhados em pontos de vista eurocêntricos, muito à custa daquilo que são os manuais escolares, com terminologias com as quais não concordo e uma boa dose de preconceitos, nomeadamente de género (mas isso dava para, pelo menos, mais meia dúzia de artigos aqui no blog…fica para um dia destes).

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O que cabe neste livro?

O jardim de Babaï de Mandana Sadat, Bruaá Editora

Os livros ganham significados diferentes consoante as nossas experiências de vida. Se antes este livro era para mim, sinónimo de diversidade e comunhão, hoje em dia, com as normas de isolamento social, a sua leitura ganha toda uma nova dimensão.

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Museus e a Primeira Infância

Visita no Museu da Música Mecânica com um grupo de crianças com 2 anos, 2018
(Foto: Educadora Liliana Coelho)

A relação escola-museu tem sido tema para muitas palestras, publicações, teorias e por aí adiante. No entanto o público escolar não pode ser dado como adquirido: há que estabelecer diálogos, ligações, afetos, relações. Continuamente.

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Com as mãos na digitinta

Explorando a digitinta, sala 2 anos, 2010

Enquanto educadora sempre gostei que as crianças sentissem liberdade para brincar, sujar, explorar, sentir… Mexer nos materiais, sentir a sua textura, a sua temperatura. As sensações são algo que associo aos momentos de paragem e contemplação tão necessários ao nosso bem estar.

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