O que cabe neste livro?

Menino Menina, de Joana Estrela, Planeta Tangerina

Por estes dias fará dois anos que frequentei uma formação sobre género na infância no Teatro Municipal São Luiz. Esta formação foi feita a par com a exibição do espetáculo “É pró menino e prá menina” de Catarina Requeijo. Embora o assunto não me fosse de todo desconhecido, a verdade é que aquele momento de partilha me ajudou a refletir sobre estas questões. Aquilo que definimos como género masculino ou feminino está fortemente ligado aos costumes de uma dada comunidade ou da cultura de uma sociedade.

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Uma espécie de crónica

Estávamos a meio do mês de janeiro de 2020 quando decidi comprar a agenda do ano. Quem me conhece sabe que sou da velha guarda: não me habituo à agenda do telemóvel, preciso de escrever no papel, de riscar o que foi anulado, de fazer um visto no que foi feito. Além disso iria acabar a licença de maternidade a 1 de abril. Precisava de me organizar. Mas voltar a trabalhar no dia 1 de abril foi de facto uma grande mentira.

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O que cabe neste livro?

tao – fragmentos do caminho chinês do Mestre Laozi, Manuel Ollé e Neus Caamaño. Pequena Fragmenta.

Este foi o primeiro livro que comprei durante o confinamento em março desde ano. E não podia ter escolhido melhor. Tal como para muita gente, este confinamento teve para mim o significado de ficar sem trabalho. Eu estava quase a terminar a minha licença de maternidade e já tinha algumas atividades agendadas. Estava super entusiasmada com o regresso, sentia saudades do meu trabalho. Não nego que foi esta temporada em casa que me permitiu acompanhar muito mais o meu filho nos seus primeiros meses de vida; essa foi sem dúvida a parte positiva de tudo isto.

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E vocês sabem se eu sou cigana?

Iniciei um projeto novo com uma das turmas de 2º ano. Andava cheia de vontade de lançar este desafio a esta turma particular: por um lado, porque são aqueles que mais necessidade têm revelado de momentos para pensar, pensar criticamente sobre certos assuntos. Por outro lado porque, até à data, são o grupo que demonstrou uma maturidade capaz para desconstruir esses mesmos assuntos.

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As Artes Plásticas na Educação – ativismo e representatividade

Ter iniciado a nova aventura de dar aulas de Expressões Artísticas e Artes Plásticas ao 1º Ciclo fez-me refletir imenso sobre Educação, o mundo das Artes nas suas várias manifestações e na responsabilidade que tenho em mãos. Cada vez mais, torna-se urgente que a Arte seja entendida como uma parte importante da Educação pois “através da Arte, o indivíduo é confrontado com diferentes realidades, desenvolve a forma de sentir e percecionar os objetos e o mundo que o rodeia, e acede a formas de conhecimento que lhe possibilitam aprender a entender outras realidades – encontra-se e reconhece-se perante a diversidade” (Lucas 2015, 49).

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Racismo e Educação: que relação?

Nos últimos tempos tem-se falado mais sobre racismo, é verdade. Mas também é verdade que falar sobre o assunto não significa uma efetiva mudança nas estruturas que o promovem.

Na semana passada estive presente numa formação sobre o racismo na Educação em Portugal ministrada por Cristina Roldão promovida pelo Museu Nacional de Etnologia. Este dia de formação dedicado à Escola fez parte de uma ação de vários dias intitulada Diálogos na Diversidade – Programa de Educação para a Multiculturalidade.

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O que cabe neste livro?

Teatro, de Ricardo Henriques e André Letria, editado pela Pato Lógico

Este livro não conta uma história, conta várias. Não, esperem, enganei-me: este livro conta uma história com vários finais possíveis… ah, afinal também não, este livro faz-nos querer inventar histórias, assim é que é!

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“Cada história conta”

O mundo da literatura infantil sempre me fascinou. O facto de ter trabalhado como educadora de infância fez com que a minha relação com os livros ilustrados fosse aprofundada, na medida em que fazia o uso do livro para provocar conversas, descobertas, pensamentos ou mesmo na tentativa de dar respostas a perguntas que nos surgiam no dia-a-dia.

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A revista “dois pontos” na Educação para a Cidadania

Comecei a ouvir falar da dois pontos pouco depois de ter saído o primeiro número. A revista destinada a crianças dos 7 aos 11 anos estava a provocar comentários muito positivos no meio da Educação, recebendo o selo do Plano Nacional de Leitura. Se eu já estava curiosa com os seus conteúdos, fiquei ainda mais.

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